Beleza em Relações Internacionais

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Em relações internacionais, a beleza não é única mas plural, apenas colmatada pelas limitações das próprias pessoas/comunidades/mentalidades que a perscrutam com infindáveis críticas de quem tantas vezes desconhece as características do próprio ser. Os diferentes conceitos de beleza apresentados adjuvam na explicação do ponto de vista das relações internacionais, porque podem ser sinónimos de poder. Por exemplo, no apogeu do Antigo Egipto, a pulcritude das mulheres do faraó definia o conceito de beleza comunitária e regional. Tanto as egípcias como as núbias utilizavam um determinado tipo de maquilhagem e de corte de cabelo, vestiam-se e comportavam-se com base em regras que aspiravam a uma identificação com o poder da época.

SOUSA GALITO, Maria (2011). A beleza nas Relações Internacionais. CI-CPRI, AO, N.º 15, 18 Maio, pp. 1-7.

China

A China não é favorável às entradas do Japão ou da índia no Conselho de Segurança da ONU como membros permanentes (EUA, França, Grã-Bretanha, Rússia e China já o são). As rivalidades entre potências bloqueiam a entrada dos quatro principais candidatos (a Alemanha, o Brasil, a Índia e o Japão). Mesmo quando a China declara publicamente apoio a reivindicações individuais e à reforma da ONU, na prática não se compromete a fazê-lo. O realismo político reina na diplomacia chinesa, ao visar os mais altos interesses estratégicos do Estado e salvaguarda do seu poder.

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SOUSA GALITO, Maria (2011). A China. CI-CPRI, AO, N.º 14, 15 Abril, pp. 1-2.

Tiroteios em Espaço Público

Vivemos numa sociedade globalizada e competitiva, supostamente mais democrática e integrada, onde a informação abunda e circula. A vida é uma corrida, em que os mais fortes e os protegidos chegam primeiro, em que todos os outros ficam para trás. Reina a lei do mais forte do darwinismo social, num contexto de mediatismo da desgraça e da exceção negativa, ou da frivolidade e do materialismo. Uma sociedade demasiado ocupada para ter tempo para a comunidade, o associativismo, a confraternização e o fortalecimento familiar. Para educar e regrar, para saber punir a falta de escrúpulos e digerir o individualismo. Impera a celeridade no quotidiano e a distância virtual dos contactos. O  lado humano das pessoas mais frágeis é posta à prova de forma evidente, podendo desvincular-se do sistema e quebrar-se em apatia ou violência.

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SOUSA GALITO, Maria (2011). Sociedade Internacional e os Tiroteios em Espaço Público. CI-CPRI, AO, N.º 13, 9 Abril, pp. 1-2.

Costa do Marfim

Imagem: Laurent Gbagbo e Alassane Ouattara

A Costa do Marfim regressa aos holofotes mediáticos depois de meses a sobreviver aos efeitos da decisão de Laurent Gbagbo se manter no cargo de Presidente da República, depois de Alassane Dramane Ouattara, o líder da oposição, ter vencido as eleições de 28 de Novembro de 2010.

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SOUSA GALITO, Maria (2011). Costa do Marfim. CI-CPRI, AO, N.º 12, 6 Abril, pp. 1-2.

Revolta Árabe

No séc. XXI, a vaga de que mais se fala é da “Revolução Árabe” que depois da Tunísia abraçou o Egipto e parece querer propagar-se por outros países do Norte de África e da Península Arábica.

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SOUSA GALITO, Maria (2011). “Revolta Árabe”. CI-CPRI, Conferências e PowerPoints, N.º7, pp. 1-30.

Geopolítica do “Mundo Árabe”

Resumo/Abstract

Nos últimos duzentos anos registaram-se diferentes vagas de democratização que foram identificadas e teorizadas por Samuel P. Huntington em 1994. Em pleno século XXI surgiu uma nova onda, neste caso na geopolítica do mundo árabe. Este artigo tenta explicar porquê, como e quem são os protagonistas desta história.

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SOUSA GALITO, Maria (2011). Geopolítica do Mundo Árabe. CI-CPRI, AI, Nº8, Fevereiro, pp. 1-17.

Portugal

Em Portugal, o Estado português ou a União europeia parecem ser a fonte de todos os salários, apoios e subsídios. E depois queixam-se do pesado défice orçamental e das elevadas dívidas pública e externa. O dinheiro, para ser repartido, tem de vir de algum lado.

Há falta de liderança na sociedade? Os problemas são alguns políticos ou estes são o espelho da sociedade e da mentalidade dominante no país? Precisamos todos de um salvador da pátria?

Uma população desesperada e sebastianista é vulnerável à desgraça. Esperar por um rei perdido no meio do nevoeiro, nem no séc. XVI fazia sentido, pois D. Sebastião era um rei fanático e incompetente. Aguardar pela vinda de um herói, implica uma espera que pode ser demasiado longa e ar não alimenta barriga.

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SOUSA GALITO, Maria (2010). Portugal. CI-CPRI, AO, N.º 11, 16 Dezembro, pp. 1-3.

Geopolítica da Demos (III)

O ser humano é um animal político que tem dificuldade em viver em espaços apertados e partilhados, salpicados de solidão entre a multidão, de violência urbana ou de excessos de zelo. Mas o ser humano também precisa ser disciplinado e encarar a liberdade como um direito e uma responsabilidade, pois deve respeitar o espaço alheio e a aprender a conviver em sociedade.

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SOUSA GALITO, Maria (2010). Geopolítica da Demos (III). CI-CPRI, AO, N.º 10, 15 Dezembro, pp. 1-4.

Geopolítica da Demos (II)

Uma sociedade multicultural funciona quando as pessoas que nela vivem e trabalham são moderadas na forma como interagem no espaço público no curto, médio e longo prazo. Quando há reciprocidade positiva. Neste contexto, faz sentido promover a cidadania. Um conceito que, em termos estritos, traduz o vínculo jurídico-político que une cada indivíduo ao Estado a que pertence, e que supõe o respeito pelos direitos e pelas obrigações que lhe assistem.

Para ler mais (pdf): Geopolitica-Demos2

 

SOUSA GALITO, Maria (2010). Geopolítica da Demos (II). CI-CPRI, AO, N.º 9, 14 Dezembro, pp. 1-3.